O que é a pejotização lícita
É a contratação de prestadores de serviço pessoa jurídica de forma legítima — quando há autonomia real e não estão presentes os requisitos do vínculo de emprego.
O que separa a pejotização lícita da fraude é a subordinação: prestador autônomo decide como, quando e para quem trabalhar.
Requisitos de licitude
- Autonomia na execução (sem ordens cotidianas);
- Ausência de horário e controle de jornada;
- Não exclusividade (idealmente, vários clientes);
- Assunção de riscos pelo prestador;
- Contrato claro e prática coerente com ele.
O risco do vínculo
Se, na prática, há subordinação e pessoalidade, o Judiciário reconhece o vínculo — gerando verbas retroativas, encargos e multas. O contrato não prevalece sobre a realidade.
Boas práticas de contratação
- Definir escopo e entregáveis, não jornada;
- Evitar ferramentas de controle típicas de empregado;
- Não impor exclusividade nem subordinação;
- Documentar a autonomia (notas, contratos, comunicações).
O papel do contrato
Um contrato bem redigido é necessário, mas não suficiente: ele deve refletir a realidade. Estruturamos o modelo e orientamos a operação para que a prática sustente a licitude.